domingo, dezembro 11, 2011

Pastoral da Terra condena “desapropriações”, verdadeiras invasões, de Eike Batista em São João da Barra



A Comissão Pastoral da Terra (CPT), respeitada internacionalmente, divulgou nota neste fim de semana condenando os processos de desapropriação de agricultores no município de São João da Barra, norte do estado do Rio, onde está sendo construído um complexo industrial do grupo EBX, do famoso milionário Eike Batista, o glutão.

Diz a CPT que 1,5 mil (mil!!!!!) famílias dos distritos de Água Preta, Barra do Jacaré, Sabonete, Cazumbá, Campo da Praia, Bajuru, Quixaba, Azeitona, Capela São Pedro e Açu - estão sendo pressionadas a abandonarem suas casas.

Não tem muito tempo, postei aqui um documentário feito por defensores desse povo, o que faço de novo.

Carolina de Cássia, representante da CPT, disse que a vontade dos moradores “é permanecer na terra, onde se encontram há gerações, mas se sentem pressionados a saírem”. Ela conta: “A obra está avançando de forma muito truculenta, tirando os agricultores e os ameaçando. Lá tem muitos idosos que moram há anos na região e estão doentes com a situação. Nós encontramos vários deles que entraram em processo de depressão e estão acamados".

(E o Sr. Eike, fanfarrão, contando seus milhões em público, muitos deles “emprestados” do BNDES, protegido pelas cessões de aeronaves a políticos e regalos a jornalistas amestrados - como gororobas no Mr. Lam e passeios de barco na viscosa Baía de Guanabara...)

A empresa LLX se defende, escudada nos milhões, como sempre: “estamos investindo R$ 150 milhões no processo de desapropriação”, diz, como se dinheiro pudesse tudo – até comprar o amor que a mulher se negou a dar ao Sr. Eike...
Ora, tem gente (idosa, doente) que, por nascer ali e ver seus filhos criados naquela terra, não quer vender sua casa nem por milhões!

Que o Sr. Eike encontre um lugar melhor para enfiar os seus milhões!!!

A LLX diz que dá casa equipada, eletro-eletrônicos (“TVs de tela plana”, acentua), o escambau, numa tal de “vila da terra”, com imóveis construídos para este fim. O povo não quer TV de tela plana. O povo quer paz para ficar na terra onde nasceu!

Ademais, a “vila da terra” é uma “favela”, na opinião dos moradores descontentes, pois à moda das casas populares, uma agarrada na outra, tudo compacto, e eles, na sua terra original, vivem em sítios, chácaras onde plantam e criam seus alimentos.

O processo de desapropriação é responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), onde o Sr. Eike deve mandar, a gente sabe por quê.

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